Como a Cannabis pode reduzir danos causados ao nosso organismo?

November 18, 2017

 

Ultimamente escuta-se muito sobre os compostos antioxidantes, muito disso deve-se a capacidade destas moléculas de reduzir os danos causados ao nosso organismo. Seria a mesma ideia da Vitamina C, muito do seu auxilio ao combate e prevenção de doenças provem desta propriedade. Os canabinóides não ficam para trás, além das outras características medicinais que possuem, também são antioxidantes. 

Mas afinal, o que essas moléculas fazem? Elas atuam evitando reações advindas de um processo que conhecemos como estresse oxidativo. O problema disso é que as reações desencadeadas por este estresse, que já ocorrem nos nossos processos biológicos naturalmente, geram como subproduto de suas reações os chamados radicais livres. Os radicais livres são moléculas, instáveis e altamente reativas que podem se acumular dentro do corpo e causar danos às células, proteínas e estruturas de DNA. Este quadro piora com o decorrer do tempo, ou seja, quanto mais velhos ficarmos maior a frequência deste processo e, consequentemente, maiores as chances de gerar doenças pelo mesmo, como por exemplo câncer.

 

 Conforme dito no post sobre Alzheimer, estas propriedades da Cannabis, de certa forma, protegem o cérebro, podendo ir muito mais além. A enormidade de benefícios provenientes desta característica contempla a prevenção de inúmeras enfermidades originárias dos danos causados pelos radicais. Inclusive, hoje em dia já temos loções para a pele que podem auxiliar a reparar os danos causados pelos mesmos, combatendo radicais que podem ser formados pelos raios UV (luz do sol) e poluentes ambientais (existem inúmeras formas de se gerar radicais livres).

 

 

Estudos mostram que a capacidade antioxidante dos canabinóides – especificamente o tetrahydrocannabinol (THC) e cannabidiol (CBD) - chega a ser de 30-50% mais eficaz que as vitaminas C e E, estes testes foram feitos em células isoladas. No ano de 2000, resultados similares foram apresentados, porém os testes foram feitos utilizando modelos animais (ratos), mostrando o potencial da planta nesta questão. Essa capacidade da Cannabis, junto a incoerência apresentada pelo DEA (Drug Enforcement Administration), gerou o movimento “Talk to the Hand”, onde vários defensores da maconha medicinal postaram fotos de suas mãos com o número da patente “6,630,507” em suas redes sociais. O intuito deste movimento foi ressaltar a contradição do governo americano ao tentar manter a Cannabis na lista das substâncias controladas, que tem o intuito de listar substâncias perigosas e viciantes, sem nenhum valor medicinal agregado, sendo que a patente citada, foi publicada em 2003, dizendo totalmente o contrário, ou seja, em menos de 15 anos o mesmo governo que defendeu as propriedades medicinais da planta em forma de patente, também tentou mantê-la em uma lista de “drogas” proibidas.

 

 

 

Julio de Almeida

 

Químico em formação, curioso e estudante de Cannabis.

Apaixonado pela gama de benefícios que a planta possui.

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