A Cannabis pode ser uma solução para o mal de Parkinson?

December 4, 2017

 

 

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central através da destruição das células produtoras de dopamina em uma determinada região do cérebro (conhecida como “substantia nigra”). No início da doença percebe-se alteração das funções motoras, com o passar do tempo, o progresso da doença pode vir a causar demência e depressão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) temos cerca de 1% da população mundial com idade superior a 65 anos com Parkinson. Aqui no Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram com a doença.

 

 

 

Um remédio amplamente conhecido para o tratamento desta enfermidade é o Levodopa (L-dopa), este auxilia no aumento de dopamina no cérebro, porém com longos períodos de utilização pode-se levar a discinesia, a discinesia da Levodopa, além da distonia (contração sustentada dos músculos que resultam em uma posição não natural) e atetose (movimentos involuntários anormais e lentos). Não é novidade para nós que remédios sintetizados possuem efeitos colaterais, estes efeitos sempre estão presentes em suas bulas. É de suma importância procurar meios alternativos, a ciência progride e os tratamentos tem que seguir o mesmo caminho. Não é porque não temos a cura para o Parkinson que temos que deixar as coisas estagnadas, laboratórios alternativos – no sentido de fugirem das linhas de pesquisas da indústria farmacêutica – buscam outras formas de tratamento, a Cannabis pode ser um deles.

 

 

 

Um estudo publicado em 2002, pela “Movement Disorders” relata que os sintomas causados pela discinesia podem ser reduzidos quando os receptores de canabinóides são ativados no nosso sistema endocanabinóide. Eles testaram a hipótese de que o receptor agonista “nabilone” aliviaria a discinesia induzida pelo Levodopa. Além disso, um estudo publicado em 2014 pela “Clinical Neuropharmacology” diz que os pacientes tiveram uma diminuição significativa dos tremores, rigidez e movimentos lentos após o consumo de Cannabis. Outro fator que sumariza o potencial da cannabis como tratamento para o Parkinson seria a capacidade neuroprotetiva descrita nos posts anteriores, evitando assim a destruição das células do sistema nervoso. Outro estudo, feito dentro de casa, na USP, foi publicado no “Journal of Psychopharmacology” também em 2014. Neste estudo 21 pessoas diagnosticadas com Doença de Parkinson foram divididas em 3 grupos, um recebeu placebo, outro recebeu dose de 75 mg/dia de CBD (Canabidiol) e o último recebeu doses de 300 mg/dia de CBD. Após seis semanas foram feitas novas avaliações, e os dois grupos que receberam CBD relataram melhoria na sua qualidade de vida, suas famílias confirmaram tal relato. Importante ressaltar que o estudo foi duplo-cego, ou seja, nem os pacientes nem os profissionais que os acompanharam sabiam a qual grupo o paciente estava.

 

 

 

Julio de Almeida

 

Químico em formação, curioso e estudante de Cannabis.

Apaixonado pela gama de benefícios que a planta possui.

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