4 dicas de redução de danos para usuários de cannabis

December 3, 2018

 

 



Já está mais do que comprovado que cannabis não mata. E que também ela faz bem menos mal do que álcool ou tabaco, por exemplo. Porém isso não quer dizer que consumidores frequentes da planta não precisem adotar algumas alternativas de redução de danos para prevenir problemas futuros por conta do uso prolongado, seja na saúde física ou mental.
 

Afinal, embora seja uma substância segura e com diversas propriedades medicinais recomendadas para diferentes tipos de doenças, o ato de fuma-la pode trazer problemas futuros que podem ser prevenidos e evitados com as 4 dicas que de redução de danos que preparamos neste texto, pois é como dizem por aí: “o que faz mal é o papelzinho”.

 

  1. Invista em um vaporizador


Essa é a alternativa que está ganhando cada vez mais adeptos e que estudos já comprovaram ser eficaz: vaporizar. Isso porque não há a combustão, ou seja, a fumaça que é vaporizada é muito menos nociva do que a proveniente de um isqueiro ou fósforo e principalmente queimando em uma seda, que embora seja específica para isso não consegue reduzir totalmente os danos deste processo.


O vaporizador permite ter total controle sobre a temperatura que a maconha está queimando, algo que é impossível de se conseguir com a combustão. Além disso ele somente aquece, igual um micro-ondas, a erva que está ali dentro do recipiente e essa vaporização consegue inclusive filtrar substâncias tóxicas promovendo um maior aproveitamento do THC da cannabis.

 

E o mais importante é tem menos fumaça, ou seja: menos prejudicial aos pulmões e à boca/garganta já que é também menos quente, pois a temperatura na combustão pode passar de 700º C enquanto não seria necessário mais do que 220º C para aproveitar a brisa.

Vale a pena investir um vaporizador para reduzir danos e também ter uma brisa diferente do que a você está acostumado.

 

 

 2. Use um bong

 

Os bongs são bem mais famosos que os vaporizadores e quase todo consumidor frequente de maconha tem um em casa, ou pelo menos deveria ter. Afinal, embora aquele tapinha na pantera possa parecer mais um “soco” em algumas bongadas, o bong pode sim ser um dos métodos eficazes para reduzir os danos do uso cotidiano de maconha.


Embora nos últimos anos tenham surgido alguns estudos discutindo o tema, um em especial publicado por uma publicação americana especializada em câncer que fala que os bongs são capazes de filtrar substâncias tóxicas e resfriar a fumaça através da água, principalmente aqueles de vidro, e melhor ainda se for com trava de gelo como alguns desses modelos aqui. Aí sim é só largar umas pedras de gelo que a fumaça fica bem fresquinha e vai fazer bem menos mal para a sua garganta e principalmente pulmão.

 

 3. Consuma através de comestíveis
 

Outra forma de redução de danos para a maconha é consumi-la através de comestíveis. Pode ser os famosos brisadeiros, bolonha, ou até mesmo comidas salgadas com utilização da planta. Afinal, ingerir maconha assim não envolve fumaça, porém é bom tomar cuidado, pois os efeitos no estômago são diferentes, por isso é sempre importante utilizar as quantias corretas de cannabis de cada receita e não sair comendo tudo de uma vez pois o resultado pode não ser legal.

Vai com calma e tente fazer algo que vai durar alguns dias justamente para fazer essa redução de danos.

 

 

4. Piteiras

Colocar uma piteira na ponta do seu baseado não é uma solução tão salvadora quanto as anteriores, porém utilizar uma piteira, especialmente se ela for longa e de preferência de vidro, ajude a manter o calor da combustão mais distante da sua boca, ajudando a evitar que você fique quase queimando os “beiços” pra queimar até a última ponta.



 

 

A qualidade da maconha importa

Infelizmente a realidade dos consumidores brasileiros de maconha é bem precária se comprada a de outros países, especialmente àqueles onde a planta já está legalizada. E essa falta de qualidade acaba prejudicando na redução de danos mesmo que seja vontade do usuário de se cuidar e proteger sua saúde ao fazer uso da substância.

O famoso prensado paraguaio que é que a maioria acaba consumindo costuma chegar repleto de sujeira, fungos, e até mesmo insetos em alguns casos, fruto da proibição e do consequente mercado ilegal que ela promove. O ideal é sempre tentar consumir a maconha mais pura possível, preferencialmente flores, e melhor ainda se forem de cultivo próprio, pois daí se tem a certeza do que está ingerindo. Mas se não for possível é recomendável evitar aqueles prensados mais escuros, terrosos, ou mofados.  Uma brisa não pode valer mais que a sua saúde.







 

 





Guilherme Darros

 

Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

Lutando pela legalização em meio à muita fumaça e brisada

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