Por que o CBD é tão restrito mesmo sem ser psicoativo?

February 7, 2019

 

 




A cannabis é formada por centenas de substâncias, porém duas ficaram famosas por serem mais predominantes nas flores: o THC e o CBD, que é o famoso Canabidiol e responsável pelos principais efeitos medicinais da planta. Diferentemente do THC, o CBD não é psicoativo, e, portanto não pode deixar ninguém chapado sozinho, mas apesar disso a substância não é vendida como qualquer outro medicamento comum no Brasil e há uma burocracia enorme para se ter acesso. E a pergunta que intriga é por que o CBD é tão restrito se ele é um remédio e não uma “droga”?
 

Esse é um questionamento que muitos pacientes fazem, afinal, se está se consumindo um óleo concentrado de CBD, uma flor de maconha que tem no máximo 1% de THC, ou até mesmo uma cápsula da Canabidiol que não vai alterar a mente, qual o motivo de tanta burocracia?
 

Embora desde 2015, o canabidiol não faça mais parte da lista de medicamentos proscritos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ou seja, os médicos foram liberados para prescrever e os pacientes a importar, a burocracia e principalmente os custos são altos e poderiam ser reduzidos caso o CBD fosse tratado como ele é: um remédio.


 

O CBD e o sistema endocanabinoide

 

Existe uma explicação biológica para o CBD ser tão eficaz no tratamento e prevenção de doenças variadas, que vão do cérebro até nossa estrutura óssea ou órgãos. Foi no início dos anos 90 que pesquisadores conseguiram isolar diferentes substâncias da Cannabis, e foi possível conhecer o THC e todos os demais canabinóides dela, inclusive o CBD.
 

Mais do que isso, nessa época os pesquisadores descobriram que a maconha tem os efeitos que têm no nosso corpo por conta de canabinóides naturais do nosso corpo que funcionam como receptores dos canabinóides da maconha. Trata-se do sistema canabinóide que reúne várias moléculas capazes de produzir modificações sutis em outras várias células do nosso corpo quando em contato com a cannabis. O sistema endocanabinóide é essencial para o nosso funcionamento correto, e por isso a maconha consegue ajudar tanto.


Leia: Como ter acesso à cannabis medicinal no Brasil?


 

 

Como a proibição da cannabis afeta na produção do CBD?


O principal motivo para muitos países não produzirem ainda seus próprios medicamentos ou óleos de CBD para os pacientes que comprovadamente têm melhorias significativas em seus tratamentos é a própria proibição da cannabis. Afinal, embora possa ser extraído e isolado das demais substâncias da planta, inclusive do THC, não é possível obter CBD sem ter uma planta de maconha. 


O Brasil poderia legalizar o cultivo de maconha por empresas ou pelo próprio governo como está fazendo o Chile para produção de remédios e óleos à base de CBD para seus pacientes.  Ou poderia ao menos diminuir a burocracia para se importar esses produtos, arcar com os custos ou de alguma forma ajudar já que são medicamentos de CBD permitidos pela ANVISA, e não de THC ou maconha e suas várias substâncias.


Mas além de não fazer nada disso, o nosso país ainda faz com que os pacientes paguem os altos curtos da importação desses medicamentos que poderiam ser produzidos aqui mesmo. Não existe uma razão lógica para o CBD continuar sendo “ilegal” ou moroso se é um simples remédio.







 

 



 

Guilherme Darros

 

Jornalista, e produtor de conteúdo canábico.

Lutando pela legalização em meio à muita fumaça e brisada



 

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